Teto Verde - Arquitetura Sustentável - Instituto Brasileiro de Sustentabilidade - INBS

Cabeça fresca, telhado verde

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Teto verde – Em um edifício construído existem vários motivos para que o ambiente interno se torne excessivamente quente, principalmente durante o verão brasileiro. Os motivos podem ser implantação incorreta da edificação no terreno, aberturas em posições inadequadas, má escolha de materiais para estrutura, mal dimensionamento das vedações e acabamentos, cores erradas, entre outros.  Mas há ainda um motivo, e não menos importante: a má escolha da cobertura.

Na verdade, para que um edifício tenha um bom desempenho térmico é necessário que se realize um conjunto de decisões visando capacitar o espaço a oferecer o equilíbrio da temperatura interna dos ambientes. Não há milagre, é a somatória dessas decisões que irá trazer um conforto térmico efetivo a um ambiente interno. Contudo, hoje gostaria de falar e disseminar um pouco a respeito de importantes informações sobre a cobertura, mais especificamente, o teto verde.

O teto verde

Desde meus tempos de faculdade, sempre ouvi a seguinte frase dos professores (e, como profissional, já pude comprová-la em vários momentos na minha carreira): “Não existe material desenvolvido pelo homem na história da construção civil que possua uma proteção térmica que seja melhor do que a vegetação e o solo”. Pode pesquisar. Não há, embora o mercado e suas propagandas jurem que sim.  

Então, é sob essa premissa que foi desenvolvido o conceito de teto verde. Conceito até simples de se entender: com uma camada suficiente de substrato e vegetação em cima da cobertura de um edifício haverá uma proteção térmica muito mais eficiente do que qualquer tipo de telha ou telhado que se possa imaginar ou inventar.

Aí vem a galera do boicote: “Não pode haver infiltração nesse tipo de telhado?”

Sim, pode, mas tanto quanto um telhado com telha quebrada, trincada, mal dimensionada, ou uma laje com impermeabilização mal executada. Ou seja, aquele misto sagrado de fazer corretamente e dar manutenção adequada.

Do ponto de vista do conforto térmico, esse “colchão de terra”, no caso o substrato, possui uma alta inércia térmica, o que significa que o calor tem dificuldade de atravessar as camadas do verde e da construção e entrar no ambiente.

Além disso, o teto verde oportuniza o pouso de aves e insetos, o que contribui na polinização. Não podemos nos esquecer que a edificação está sempre inserida em um ambiente com sistemas complexos, onde frequentemente uma parte da vegetação depende da polinização para poder se reproduzir.

O teto verde contribui também para diminuir as ilhas de calor nas cidades. Em um centro urbano há casas e edifícios em geral muito próximos um dos outros, além da presença do asfalto, calçada, etc. Todos esses materiais refletem calor, formando as famosas ilhas de calor. A vegetação e a terra são os únicos “materiais” que absorvem esse calor, diminuindo a intensidade dessas ilhas. As plantas em cima da cobertura estão sempre absorvendo água e calor. E elas expelem essa água em forma de vapor. Essa condição endotérmica, traz um frescor para o ambiente, funcionando como um controlador de calor.

A vegetação e a camada de terra também têm um ótimo filtro de barulho, protegendo o interior do ambiente construído dos ruídos externos.

Existem dois tipos de telhados verdes: os intensivos e os extensivos. Os intensivos permitem a implantação de grandes vegetações, como arbustos e árvores. Esse modelo exige que toda a estrutura do edifício e o sistema de impermeabilização devem estar adequados para receber essa carga (peso), força e comprimento das raízes. Já os telhados extensivos são aqueles que recebem vegetação de pequeno porte, com raízes e pesos pequenos. Esse último é o mais comum e é mais adaptável a coberturas já existentes e com carga permissível a essa estrutura.

Sendo assim, o telhado ou teto verde pode ser uma boa opção de cobertura para qualquer edifício, seja comercial, corporativo ou residencial, e pode vir a colaborar na proteção acústica e térmica do ambiente interno, trazendo conforto aos usuários em todas as épocas do ano.

Além do conforto interno, não podemos deixar de comentar a economia no uso do edifício no que se refere a ares condicionados, que geram uma despesa excessiva com energia elétrica.

Portanto, se na hora de optar por um telhado verde vier até você alguém dizendo: “Não faça isso, você vai acabar se arrependendo!”, sugira delicadamente que a pessoa se acalme e refresque a cabeça, sob o seu telhado verde, por exemplo.

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